COVID-19: FAQ´s

Devo ser testado para o COVID-19?

Se desenvolver um quadro respiratório agudo de tosse (persistente ou agravamento de tosse habitual), ou febre (temperatura ≥ 38.0ºC), ou dispneia / dificuldade respiratória, deve ligar para a Linha SNS24 ou para linhas telefónicas concebidas para o efeito nas Unidades de Saúde Familiares ou Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados.
Após este contacto e validação da história clínica, os profissionais de saúde irão determinar se é necessário ser testado para COVID-19

 

Como são encaminhados os doentes?

Os doentes são encaminhados, de acordo com a sua gravidade clínica, para autocuidados, em isolamento do domicílio e sob vigilância, ou para avaliação médica, em Áreas Dedicadas COVID-19 (ADC) nos cuidados de saúde primários ou nas urgências, ou para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Nem todos os casos confirmados de COVID-19 necessitam de internamento, desde que apresentem um caso clínico ligeiro e estável, tenham condições para permanecer em casa e esteja garantido o acompanhamento da equipa de saúde no domicílio.

 

Qual é a percentagem de casos de doença ligeira e grave por COVID-19?

80% dos casos de COVID-19 apresentam sintomatologia ligeira (febre, rinorreia (pingo no nariz), cefaleia (dores de cabeça), mialgias (dores no corpo), sintomas ligeiros de constipação.

Apenas 15% dos casos apresentam um quadro grave, com pneumonia, dificuldade respiratória, com necessidade de internamento e eventualmente cuidados intensivos com necessidade de ventilação e 5% representam casos críticos.

A maioria dos óbitos foram verificados nas pessoas mais idosos (a maioria acima dos 80 anos) e com outras comorbilidades (outras doenças crónicas).

 

Quais os cuidados a adotar quando uso máscara?

Em primeiro lugar, lembre-se: só deve usar máscara se tiver indicação para isso. Se lhe for indicada pelo profissional de saúde, evite máscaras de pano, que podem acumular resíduos ou até partículas infeciosas, fazendo com que aumente o risco de disseminação do vírus.

Antes de colocar a máscara, deve lavar bem as mãos. Verifique se a máscara está perfeitamente ajustada ao seu rosto e evite tocar-lhe enquanto está a usá-la. Mude de máscara quando estiver suja ou húmida e lave bem as mãos antes de retirá-la.

E lembre-se: o uso da máscara só é adequado se for aplicado conjuntamente com a higiene das mãos, a etiqueta respiratória, a limpeza das superfícies e o distanciamento social.

 

Devo usar luvas para me proteger?

O uso de luvas na rua não é eficaz. Se foram usadas inadequadamente, as luvas podem ser um veículo de transmissão do vírus, em vez de serem um meio de proteção. Quando não indicado, o uso de luvas representa um desperdício de recursos.

O mais importante para evitar a transmissão do vírus é lavar as mãos com frequência e sempre que estiverem sujas.

 

Quando é que devo usar luvas?

As luvas devem ser usadas para a limpeza de casas de banho ou de outras superfícies com lixívia ou outros desinfetantes, quando é cuidador de um doente com COVID-19 ou, se for profissional de saúde, ao executar procedimentos que envolvam contacto direto com a pele não intacta, mucosas ou fluídos corporais.

 

Que cuidados devo ter na preparação e confeção de alimentos?

Lave muito bem as mãos antes e enquanto está a confecionar as refeições. Tenha o cuidado de lavar adequadamente os alimentos crus e cozinhar e empratar a comida a temperaturas adequadas.

Não partilhe comida ou objetos entre pessoas durante a sua preparação, confeção e consumo. Em todos os momentos, adote as medidas de etiqueta respiratória. Evite a contaminação entre comida crua e cozinhada.

 

O que se recomenda a quem tem que andar de metro/autocarro?

Se vai viajar em transportes, o que se recomenda é que:

  • Garanta uma distância mínima das outras pessoas;
  • Se posicione costas com costas face a outras pessoas
  • Utilize máscara APENAS se tiver problemas de saúde.
  • Evite levar as mãos à boca, olhos ou nariz;
  • Vire a cara para o lado, se alguém estiver a tossir à sua frente e peça à pessoa que está a tossir que o faça para um lenço ou para o braço ou paras o cotovelo;
  • Desinfete as suas mãos com uma solução à base de álcool ou lave as mãos assim que possível.
  • Se o transporte estiver lotado pode, sempre que possível, aguardar pelo próximo

O que são medidas de higiene e etiqueta respiratória?

Nas áreas afetadas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda medidas de higiene e etiqueta respiratória para reduzir a exposição e transmissão da doença:

  • Medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e a boca quando espirrar ou tossir, com um lenço de papel ou com o antebraço, nunca com as mãos, e deitar sempre o lenço de papel no lixo;
  • Lavar as mãos frequentemente. Deve lavá-las sempre que se assoar, espirrar, tossir ou após contacto direto com pessoas doentes. Deve lavá-las durante 20 segundos (o tempo que demora a cantar os “Parabéns”) com água e sabão ou com solução à base de álcool a 70%;
  • Evitar contacto próximo com pessoas com infeção respiratória;
  • Evitar tocar na cara com as mãos;
  • Evitar partilhar objetos pessoais ou comida em que tenha tocado.

O COVID-19 pode ser transmitido através de alimentos, incluindo os refrigerados e congelados?

Os coronavírus transmitem-se, geralmente, de pessoa para pessoa através de gotículas respiratórias.

Atualmente, não há evidência que suporte a transmissão do COVID-19 pelos alimentos. Antes de preparar ou consumir alimentos, é importante lavar sempre as mãos com água e sabão durante 20 segundos.

Como os coronavírus têm uma reduzida capacidade de sobrevivência em superfícies, o risco de transmissão por produtos alimentares ou embalagens, enviados num período de dias ou semanas à temperatura ambiente, refrigerada ou congelada, é reduzido.

O QUE É UM CORONAVÍRUS?

Os coronavírus são uma família de vírus conhecidos por causar doença no ser humano. A infeção pode ser semelhante a uma gripe comum ou apresentar-se como doença mais grave, como pneumonia.

O QUE É ESTE NOVO CORONAVÍRUS?

O novo coronavírus, designado COVID-19, foi identificado pela primeira vez em dezembro de 2019 na China, na cidade de Wuhan. Este novo agente nunca tinha sido identificado antes em seres humanos.

O COVID-19 É O MESMO QUE O SARS?

Não. Os coronavírus são uma família larga de vírus e o COVID-19 não é igual ao que causa o SARS (Síndrome Respiratório Agudo Grave). Contudo, análises genéticas demonstram que são relacionados.

COMO SE TRANSMITE?

A COVID-19 transmite-se por contacto próximo com pessoas infetadas pelo vírus, ou superfícies e objetos contaminados.

Esta doença transmite-se através de gotículas libertadas pelo nariz ou boca quando tossimos ou espirramos, que podem atingir diretamente a boca, nariz e olhos de quem estiver próximo.

As gotículas podem depositar-se nos objetos ou superfícies que rodeiam a pessoa infetada. Por sua vez, outras pessoas podem infetar-se ao tocar nestes objetos ou superfícies e depois tocar nos olhos, nariz ou boca com as mãos.

OS ANIMAIS DOMÉSTICOS PODEM TRANSMITIR O COVID-19?

Não. De acordo com informação da Organização Mundial da Saúde (OMS), não há evidência de que os animais domésticos, tais como cães e gatos, tenham sido infetados e que, consequentemente, possam transmitir o COVID-19.

QUAIS OS SINAIS E SINTOMAS?

As pessoas infetadas podem apresentar sinais e sintomas de infeção respiratória aguda como febre, tosse e dificuldade respiratória.

Em casos mais graves pode levar a pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, falência renal e de outros órgãos e eventual morte.

QUAL O PERÍODO DE INCUBAÇÃO?

O período de incubação ainda se encontra sob investigação.

EXISTE UMA VACINA?

Não existe vacina. Sendo um vírus recentemente identificado, estão em curso as investigações para o seu desenvolvimento.

EXISTE TRATAMENTO?

O tratamento para a infeção por este novo coronavírus é dirigido aos sinais e sintomas apresentados.

OS ANTIBIÓTICOS SÃO EFETIVOS A PREVENIR E A TRATAR O NOVO CORONAVÍRUS?

Não, os antibióticos não são efetivos contra vírus, apenas bactérias. O COVID-19 é um vírus e, como tal, os antibióticos não devem ser usados para a sua prevenção ou tratamento. Não terá resultado e poderá contribuir para o aumento das resistências a antimicrobianos.

QUAL O RISCO?

A avaliação de risco encontra-se em atualização permanente, de acordo com a evolução do surto. O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) e a Direção-Geral da Saúde (DGS) emitem comunicados diários com o sumário da informação e recomendações mais recentes.

COMO ME POSSO PROTEGER?

Nas áreas afetadas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda medidas de higiene e etiqueta respiratória para reduzir a exposição e transmissão da doença:

  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o cotovelo, nunca com as mãos; deitar sempre o lenço de papel no lixo);
  • Lavar as mãos frequentemente. Deve lavá-las sempre que se assoar, espirrar, tossir ou após contacto direto com pessoas doentes;
  • Evitar contacto próximo com pessoas com infeção respiratória.

NECESSITO DE USAR MÁSCARA FACIAL SE ESTIVER EM PÚBLICO?

De acordo com a situação atual em Portugal, não está indicado o uso de máscara para proteção individual, exceto nas seguintes situações:

  • Suspeitos de infeção por COVID-19;
  • Pessoas que prestem cuidados a suspeitos de infeção por COVID-19.

A Direção-Geral da Saúde não recomenda, até ao momento, o uso de máscara de proteção para pessoas que não apresentam sintomas (assintomáticas). O uso de máscara de forma incorreta pode aumentar o risco de infeção, por estar mal colocada ou devido ao contacto das mãos com a cara. A máscara contribui também para uma falsa sensação de segurança.

É SEGURO RECEBER CARTAS OU ENCOMENDAS DA CHINA?

Sim, a Organização Mundial de Saúde considera seguro. Até ao momento, não é conhecida a capacidade de transmissão da doença através do contacto com superfícies ou objetos, pelo que as precauções a ter são as relacionadas com medidas gerais de higiene.

O QUE É UM CONTACTO PRÓXIMO?

Pessoa com exposição associada a cuidados de saúde, incluindo:

  • Prestação de cuidados diretos a doente com COVID-19;
  • Contacto em ambiente laboratorial com amostras de COVID-19;
  • Visitas a doente ou permanência no mesmo ambiente de doente infetado por COVID-19;
  • Contacto em proximidade ou em ambiente fechado com um doente com infeção por COVID-19 (ex: sala de aula).

 

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